Terça, 11 de Setembro de 2018
Mario

World Championships XCO – Lenzerheide

A corrida  mais importante do ano, onde todos os atletas querem estar no seu melhor é o Campeonato do Mundo, este ano teve lugar em Lenzerheide na Suiça. Para nós portugueses foi especial, a Suiça é um país com muitos emigrantes e o apoio durante a semana foi uma constante até aos dias de competição, muito obrigado a todos pelo carinho.

O circuito já era conhecido dos anos anteriores, estava rigorosamente igual ao ano passado. Fizemos os primeiros treinos com o terreno húmido e com as raízes a ser o maior obstáculo. Ao longo dos dias o sol foi aparecendo e com as raízes secas tornou-se bem mais fácil para a corrida. Gosto deste circuito, é rápido, divertido e sem grandes obstáculos mas dificil pela quantidade de raízes.

Tinha o dorsal 54 e já sabia que a partida seria muito importante ali, ainda mais que o habitual. Apesar de ser em subida é muito estreita e curta, acabamos por entrar na primeira descida todos muito juntos à mesma. Fiz uma primeira volta muito má, logo nas primeiras pedaladas tive de evitar uma queda na minha frente, nas primeiras curvas da subida fui obrigado a por o pé no chão por duas vezes. O nervosismo e o querer ir mais para a frente a todo o custo dão nestas confusões.

Ao terminar a primeira volta vi que tinha perdido imenso tempo para a frente da corrida, que já se sabia que ia anda muito rápido e com tempos por volta baixos a não dar margem para erros.

Tentei recuperar ao máximo o tempo perdido e as posições para pelo menos entrar no top60, que era o objetivo mínimo. Ainda recuperei alguns lugares, mas o tempo para a frente continuava a crescer e não conseguia continuar a recuperar lugares de forma concistente, até que comecei a perceber que estava longe dos próximos atletas à minha frente, o tempo de atraso já era grande e não iria terminar na volta do vencedor e também não conseguiria entrar no top60, terminando no 71º lugar.

Acabo este mundial um bocado com a mesma sensação do ano passado, a partida estragou-me a corrida, e com a sensação que mesmo não estando no meu melhor momento poderia terminar no top60 e conquistar alguns pontos.

Mais uma experiencia e aprendizagem para o futuro, foi um evento incrivel, não me lembro de uma corrida assim, penso que foi o ambiente mais espetacular dos últimos tempos. Foi um sucesso este mundial, o MTB está de boa saúde.

Obrigado ao staff da Federação Portuguesa de Ciclismo por todo o apoio nesta semana na Suiça e aos colegas de seleção, obrigado ao meu treinador que está sempre comigo em especial nos momentos mais dificeis, e claro à minha familia e amigos.

Domingo última Taça de Portugal em Avis, até lá!

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